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á bastante conhecido no meio musical brasileiro, alguns de seus amigos começam a incentivá-lo a ir à Europa, e apresentam à Câmara dos Deputados um projeto para financiar sua ida a Paris. Em meio a protestos que condenam a iniciativa, a proposta é aprovada e Villa-Lobos parte, em 1923, para o que seria sua primeira viagem ao Velho Continente. Ao chegar, Debussy - uma de suas grandes inspirações - já não é mais vanguarda, e artistas e intelectuais da efervescente capital francesa voltam seus olhos e ouvidos para os compositores russos, como Igor Stravinsky, que fazem música original, moderna e de caráter nacionalista.

Desconhecido, Villa-Lobos começa a entrar no ambiente artístico parisiense através de Tarsila do Amaral e de outros artistas plásticos brasileiros; Arthur Rubinstein - que já o conhece do Brasil - e o soprano Vera Janacópulos divulgam suas obras em recitais por vários países.

Em função de um drástico corte no orçamento inicial solicitado, e apesar do apoio financeiro de um grupo de amigos e mecenas, Villa-Lobos se vê, em 1924, forçado a voltar ao Rio de Janeiro. Em sua chegada ao Brasil, é assim saudado pelo poeta Manuel Bandeira:

"Villa-Lobos acaba de chegar de Paris. Quem chega de Paris espera-se que chegue cheio de Paris. Entretanto, Villa-Lobos chegou cheio de Villa-Lobos. Todavia uma coisa o abalou perigosamente: a 'Sagração da Primavera', de Stravinsky. Foi, confessou-me ele, a maior emoção musical da sua vida.(...)".

Em 1927, o compositor retorna a Paris para uma temporada de três anos, desta vez em companhia de Lucília Villa-Lobos, para organizar concertos e publicar várias obras pela editora Max-Eschig, à qual é apresentado quando de sua primeira ida à França. Faz mais amigos, e artistas como Magda Tagliaferro, Leopold Stokowski, Maurice Raskin, Edgar Varèse, Florent Schmitt e Arthur Honneger freqüentam sua casa e participam das feijoadas dos domingos.

A partir dessa segunda temporada na capital francesa, ganha prestígio internacional, apresentando suas composições em recitais e regendo orquestras nas principais capitais européias. Causa forte impressão no público e na crítica, ao mesmo tempo em que provoca reações por suas ousadias musicais.

No segundo semestre de 1930, Villa-Lobos - a convite - retorna ao Brasil, provisoriamente, para a realização de um concerto em São Paulo. Contudo, não prevê que, neste seu retorno, está inaugurando um novo capítulo em sua biografia.

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