rei aos Estados Unidos somente quando os americanos quiserem me receber como eles recebem a um artista europeu, isto é, em razão das minhas próprias qualidades e não por considerações políticas...".
Apesar dessa resistência inicial - é o momento da chamada "política da boa vizinhança" praticada pelos EUA com aliados na 2ª Guerra Mundial -, Villa-Lobos, convencido pelo maestro Leopold Stokowski, aceita o convite do maestro norte-americano Werner Janssen para uma turnê pelos EUA, em 1944.
A partir daí, retorna àquele país várias vezes, onde rege e grava suas obras, recebe homenagens e encomendas de novas partituras, além de estabelecer contato com grandes nomes da música norte-americana, fechando, assim, o ciclo de sua consagração internacional.
Villa-Lobos morre de câncer, em 17 de novembro de 1959, no Rio de Janeiro.
"Era um espetáculo. Tinha algo de vento forte na mata, arrancando e fazendo redemoinhar ramos e folhas; caía depois sobre a cidade para bater contra as vidraças, abri-las ou despedaçá-las, espalhando-se pelas casas, derrubando tudo; quando parecia chegado o fim do mundo, ia abrandando, convertia-se em brisa vesperal, cheia de doçura. Só então percebia que era música, sempre fora música".
Crônica de Carlos Drummond de Andrade
publicada quando Villa-Lobos morreu